ESCADA SE UNE CONTRA O FECHAMENTO DO BANCO DO BRASIL

Em Audiência Pública em defesa dos bancos públicos realizada pela Câmara de Vereadores de Escada, na quarta-feira (25/10), as autoridades e lideranças locais ameaçaram ocupar o Banco do Brasil da cidade na Mata Sul pernambucana. O ato, proposto pelas lideranças locais, objetiva protestar contra o anúncio de fechamento da agência do BB no Município.

Além da direção do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, marcaram presença o prefeito Lucrécio Gomes, o presidente da Casa Legislativa, Elias Ribeiro e mais dez Vereadores, além de representantes da Câmara de Diretores Lojistas (CDL), Sindicato dos Professores, religiosos, entre outros.  A direção do BB, embora convocada, não compareceu.

As operações financeiras do BB deverão ser repassadas aos bancos privados sob supostas alegações relativas à segurança e à prejuízos. Contudo, o fechamento do banco público deverá ter um impacto negativo na economia da cidade, já que além de possuir mais de 10 mil contas, é responsável por mais de 70% do financiamento da agricultura familiar.

“É muito estranho que um banco público alegue prejuízo e o um banco privado que visa ao lucro assuma as suas contas. Isso é na verdade o desmonte dos bancos públicos, visando à privatização”, denuncia a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues. Ela destacou o papel social das instituições financeiras públicas. “Quando se fecha um banco público, a economia local murcha, aumentando as taxas de desemprego, desigualdade e violência”, alertou.

“Os bancos privados estão interessados nos mais de R$ 11 milhões do Escada-Previ, mas e quanto ao fomento à economia da cidade e ao desenvolvimento social, quem irá assumir?”, questionou o Prefeito Lucrécio Gomes. Já o presidente da Câmara de Vereadores, destaca a instalação do Conselho Municipal de Segurança. “Aprovamos essa proposta por unanimidade que objetiva ampliar as condições de segurança para a cidade, particularmente, voltada aos bancos”, afirmou.

Diante das consequências nocivas da privatização BB, um grupo defende uma reação mais extrema. “Estamos considerando a possibilidade de ocupar a agência do BB de Escada para protestar contra o fechamento da unidade que é um crime contra a  economia local”, declarou o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino.

com informações do SEEC-PE

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