Perdemos Zal Brasil, mas ele ainda está “no meio de tudo”

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Izael Paulino da Silva, mais conhecido como “Zal Brasil”, faleceu na tarde deste domingo (2). Era daqueles artistas que misturava simplicidade e irreverência. Com uma vasta carreira musical, pouco conhecida por muitos, Zal deslizava sua inteligência entre a criação, a interpretação e a esperança.

Em seu único CD gravado “No meio de tudo”, nos deparamos com uma das mais belas vozes escadense e uma das melhores produções já realizadas por aqui. Em sua música mais conhecida (Cartão Postal), Zal falava em “sinal”, “milagre”, e já expressava um tanto de sua solidão.

Mas sua criatividade vai muito além da música. Em seu tempo livre, divertia-se pintando, desenhando e fazendo arte. A cultura resistia em suas veias e o sonho fluía de sua mente. Com um sorriso largo, insistentemente declarava sua insubordinação cultural.

Desde 2013, quando convidado para atuar na Diretoria de Cultura, vinha trabalhando em sua mais nova identificação artística: a escultura. Com uma exposição quase pronta, Zal deixa saudades, um legado que mistura dedicação à arte, sinceridade à flor da pele e esperança na cultura popular.

Vai com Deus, Zal! O tempo cuidará de amenizar a dor dos teus parentes e amigos. Mas não te preocupes. Tua mensagem foi dada e o teu sonho continua entre nós. Como dizias no final das apresentações: “thank you very much”.

Texto e Informações: Edmundo Fernandes – EscadaCultural.org

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